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Obesidade infantil


Uma preocupante sequela da pandemia

Não foi só na questão educacional que as crianças e adolescentes foram afetadas no período da pandemia. Ao contrário do que muita gente pensa, a Covid-19 causou, nesses dois grupos, um efeito colateral tão preocupante quanto as sequelas da doença propriamente dita.

Apesar de não terem sido acometidas com gravidade pela Covid, crianças e adolescentes apresentaram uma outra consequência desse período: a obesidade. Isso porque, passando praticamente todo o tempo em casa devido às restrições sanitárias, sentados em frente às telas, estudando ou se entretendo, e comendo na maior parte do tempo, essa realidade era quase inevitável.

Outro fator que contribuiu para esse cenário foi, sem dúvidas, a ansiedade. Pessoas ansiosas tendem a se alimentar mais, mas isso não quer dizer que comam corretamente. A falta de qualidade na alimentação está diretamente ligada à obesidade, principalmente quando se alia isso à falta de exercícios físicos.

Essa mistura “explosiva” atinge uma à cada três crianças brasileiras, entre cinco e nove anos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), num estudo realizado no último ano. E a expectativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) é ainda mais preocupante: estima-se que cerca de 75 milhões de crianças se tornem obesas no planeta até 2025.

Para tentar evitar, ou pelo menos frear essa realidade, muitos pais têm buscado inserir na alimentação dos pequenos mais frutas e verduras, apesar de não serem os alimentos mais preferidos da criançada. Afinal, concorrer com uma infnidade de fast foods, e supermercados com prateleiras recheadas de pacotes coloridos, é um desafio diário para os pais.

Mas as escolas também têm sido aliadas no combate à obesidade infantil. Além de estarem contratando, cada vez mais, nutricionistas para elaborar cardápios saudáveis para crianças e adolescentes, muitas também proibem lanches como bolachas recheadas, refrigerantes e salgadinhos de pacote, por exemplo.

A “guerra” contra a obesidade infanto-juvenil pode até estar longe do fim, ou de fato nunca acabar, mas, com certeza a reeducação alimentar pode e deve começar dentro de casa. Esse post não é para vocês, pais, se sentirem culpados, pelo contrário, mas para dar um importante alerta que, na correria do dia a dia, muitas vezes passa despercebido.

Como está a alimentação do seu filho?

Verônica Silva

Verônica Silva

Assessora de Comunicação e MKT em Vila Coruja
Verônica Silva

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